Banco Comunitário de Sementes Crioulas

O Banco de Sementes Crioulas da comunidade Cabaceiras nasceu a partir das ações da ASA no âmbito do programa P1+2, financiado pela Fundação BB e pelo projeto de ATER, executados pelo SERTA. A cultura de guardar sementes é uma prática comum dos agricultores da localidade, porém, infelizmente, estava ficando desvalorizada, ou algumas variedades já estavam se perdendo. Além de trabalhar com o resgate das variedades, práticas de conservação e estocagem, o patrimônio histórico das sementes para a humanidade, também trabalhou-se a gestão e a construção de um banco de sementes através das práticas da bioconstrução. Toda construção foi discutida e planejada com o grupo desde a confecção dos tijolos até a pintura. Essa tecnologia foi criando forma e teve também o apoio do Programa Sementes do Semiárido.

Pacto das Águas

O Pacto das Águas promove alternativas de geração de renda às comunidades da Amazônia apoiando a estruturação das cadeias de produtos da sociobiodiversidade já utilizados pelas comunidades, assim como de outros potenciais existentes em suas terras. O Pacto desenvolve um projeto de mesmo nome, na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, que tem como meta estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações tradicionais.

Fazer é Pensar: Que Cidade Queremos?

Para tentar promover o desenvolvimento sustentável da cidade de Porto Alegre, a ONG Cidade iniciou em 2015 o projeto “Fazer é Pensar: Que Cidade Queremos?”. Trata-se de uma série de iniciativas divididas em dez temáticas, que vão de Patrimônio Histórico e Planejamento Urbano até Resíduos Urbanos, para discutir e propor alternativas de desenvolvimento em Porto Alegre. O projeto também prevê o desenvolvimento de uma rede de articulação entre cidadãos, movimentos sociais, acadêmicos, profissionais e grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Brechó Ecosolidário

O Brechó EcoSolidário é um grande encontro autogestionado onde os participantes têm a possibilidade de praticar o consumo sustentável e consciente trocando seus objetos usados por objetos usados de outras pessoas através da moeda social “grão”. Acontece anualmente em conjunto com um mercado de produtos oriundos de cooperativas e diversas atividades de caráter cultural (apresentações de música e dança), formativo (atividades de educação ambiental) e de saúde integral (aulas de yoga, biodança, massagem etc), promovendo assim o encontro direto de produtores e consumidores na construção de um modelo de consumo alternativo.

Terra Mirim Comunidade Intencional

Comunidade autônoma, sem vínculos formais com instituições religiosas, políticas ou sociais, mantida por seu corpo de voluntários, residentes e não residentes da comunidade, que colaboram doando suas horas de serviço, elaborando e executando projetos, além de promoverem campanhas institucionais. Terramirim busca facilitar o autoconhecimento e o desenvolvimento espiritual, assim como proporcionar uma experiência de vida comunitária a partir da participação nas atividades do dia a dia em contato próximo com a Natureza. A comunidade fundamenta a busca do autoconhecimento nos princípios da Ecologia Integrativa e nos Saberes Xamânicos – saberes dos povos da terra, cultura espiritual milenar da América Nativa – que têm como uma de suas simbologias a terra como Mãe de todos os seres.

Banco Comunitário Palmas

O Banco Comunitário Palmas é uma prática de Socioeconomia Solidária da Comunidade do Conjunto Palmeiras em Fortaleza – Ceará, Brasil. Como Banco Comunitário, é um serviço financeiro solidário organizado em rede, de natureza associativa e comunitária, voltado para a reorganização da economia local para superação da pobreza urbana e rural, promoção do desenvolvimento econômico responsável, criação de projetos de trabalho e geração de renda. A partir das práticas do banco, forma-se uma rede local de prosumatores, isto é, cada morador é simultaneamente produtor, consumidor e ator social de transformação. O Banco Comunitário é de propriedade da comunidade e é gerido pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), que criou o Instituto Palmas.

Central do Cerrado – Comercialização de produtos ecossociais

A Central do Cerrado é uma central de cooperativas sem fins lucrativos estabelecida por 35 organizações comunitárias, de sete estados brasileiros, que desenvolvem atividades produtivas a partir do uso sustentável da biodiversidade do Cerrado. Funciona como uma ponte entre produtores comunitários e consumidores, oferecendo produtos de qualidade como pequi, buriti e mel coletados e processados por agricultores familiares e comunidades tradicionais no Cerrado.

Rede Pintadas

A Rede Pintadas atua coletivamente em prol do desenvolvimento das comunidades de Pintadas e região, na Bahia. Desde sua criação, nos anos 1990, funcionou como um fórum de debate e um espaço de articulação entre várias entidades, sendo formalizada em 2003 como entidade jurídica. Em conjunto com organizações parceiras da região, nacionais e internacionais, vem desenvolvendo projetos de convivência com o semiárido, dos quais se destacam a construção de estruturas hídricas e demais ações de democratização do acesso à água.

RevoluSolar – energia solar no morro da Babilônia

Moradores da favela da Babilônia (Leme, Rio de Janeiro) inauguraram em fevereiro de 2016 as duas primeiras instalações solares fotovoltaicas em estabelecimentos locais. Os painéis construídos e fixados no morro são resultado de uma ação da associação sem fins lucrativos RevoluSolar, em parceria com a Associação de Moradores da Babilônia. Confrontados com o aumento dos preços da energia elétrica, a instalação marca o início da independência energética em um processo de transição democrática no local.