Trabalhadoras Informais e Direito à Cidade

Ainda que falar sobre violência doméstica e urbana seja um grande tabu, pois não só muitas mulheres têm vergonha de falar sobre isso, mas também porque socialmente é visto como uma questão que deve ser guardada dentro de 4 paredes, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos acredita que é preciso desnaturalizar a violência contra a mulher, denunciando-a como uma grande afronta aos direitos mais básicos da população feminina: o de viver sem ameaça e sem medo. O projeto Trabalhadoras Informais e Direito à Cidade visa fortalecer a autonomia das mulheres que trabalham na economia informal, proporcionando suporte para sua auto-organização e elaborando instrumentos que busquem prevenir e superar a violência contra a mulher. O projeto conta com o apoio da União Europeia e da Christian Aid.

Rede de Comércio Justo e Solidário

Desde sua criação, em 2000, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD – www.fld.com.br) trabalha a questão da Economia Popular Solidária, apoiando um grande número de iniciativas comunitárias de geração de trabalho e renda, por meio do seu Programa de Pequenos Projetos.

Ao identificar uma série de desafios semelhantes – como sustentabilidade, comercialização, gestão democrática e justiça de gênero –, a FLD criou, em 2012, a Rede de Comércio Justo e Solidário, para trabalhar as questões de forma conjunta. Ao mesmo tempo, a rede propõe divulgar e sensibilizar o público em geral para a ideia do consumo responsável e solidário.

A metodologia envolve encontros e oficinas para elaboração de planos de sustentabilidade, qualificação para a comercialização, bem como reuniões do grupo gestor.

Projeto Sim à Vida – Abordagem Sistêmica Comunitária

Desde 1996, o Movimento de Saúde Mental Comunitária acolhe, escuta e oferece atenção terapêutica a pessoas que padecem de sofrimentos e transtornos psicológicos e psiquiátricos. A partir da própria comunidade, foi desenvolvida a Abordagem Sistêmica Comunitária (ASC), conjunto socioterapêutico de múltiplo impacto que reúne saberes científicos, ancestrais e populares. O Projeto Sim à Vida promove ação de acolhimento, escuta e desenvolvimento dos potenciais criativos de crianças e adolescentes, de profissionalização de mães e familiares e de formação de multiplicadores da Abordagem Sistêmica Comunitária para a prevenção a dependências.

Orçamento e Direitos

Desde 1991, o INESC elegeu o orçamento público como um instrumento estratégico para a análise e o controle social das políticas públicas. O desafio era dispor de um instrumental que estimulasse e possibilitasse diferentes grupos discutirem boas práticas e desafios na transparência, participação e fiscalização orçamentárias. Aperfeiçoada em 2007 e em 2013, a metodologia vem contribuindo para que os cidadãos aprendam a acompanhar os gastos governamentais nas três esferas – municipal, estadual e federal – e se mobilizem para intervir nas decisões sobre o destino dos recursos públicos.

Jovens gerando renda na agricultura familiar

Jovens de comunidades rurais do Baixo Sul e do Vale do Jiquiriçá, na Bahia, recebem assessoria técnica para a construção e socialização de conhecimentos sobre práticas agroecológicas. Com essa intervenção educativa, os jovens puderam qualificar suas produções e elevar suas rendas, promovendo também a soberania alimentar, o fortalecimento da agricultura familiar e a diminuição do êxodo rural nas comunidades locais, além da participação dessa juventude em associações, sindicatos e cooperativas.

O caminho ao território solidário

As províncias de Guanentá, Comunera e Vélez, no departamento sul de Santander, Colômbia, abriram um processo em que o tecido sócio-organizacional de seus habitantes e a economia solidária sob a forma de cooperativas tentaram marcar a história contemporânea desta região, rompendo paradigmas, através de de um sistema econômico financeiro administrado por cooperativas do povo e para o povo e a construção de um território solidário com uma lógica de desenvolvimento que parte do território e da identidade e cultura de seus habitantes. O que começou há cinquenta anos por iniciativa de várias pessoas e apoiado pela cooperação para o desenvolvimento é atualmente sustentado por sua própria dinâmica, com capacidade e projeção no futuro.

Confira mais informações sobre esta prática no Almanaque do Futuro: bit.ly/2KsAYca

Na contramão do futuro

Yasuní, um parque em uma selva isolada localizada na Amazônia equatoriana, tornou-se um ícone internacional da luta cidadã a favor da vida, da biodiversidade e da natureza como sujeito da lei, consagrada na constituição do Equador. A mudança alcançada no imaginário da sociedade equatoriana é talvez até muito inicial e reduzida, mas desafia a partir da sociedade o paradigma de desenvolvimento pré-estabelecido. YASunidos é um grupo aberto de jovens que foi formado para esta tarefa.

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De qual desenvolvimento estamos falando?

A experiência do território indígena Tacana II e sua organização, em plena Amazônia boliviana, é um fiel testemunho de possibilidades de defesa de sua visão de desenvolvimento contra as ameaças de extrativismo. É uma resistência com diálogo e propostas, que afirmam seus direitos enquanto negociam a coexistência com as lógicas de desenvolvimento diferentes.

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Produzir com a floresta

A gestão de parcelas com sistemas agroflorestais exige convicção e um contínuo trabalho de cuidados. A situação em que os pioneiros produtores de sistemas agroflorestais amazônicos vivem atualmente demonstra que eles vivem bem, produzindo com a floresta e sem a necessidade de continuar a queimar vegetação. Mas esses casos, caracterizados por uma visão clara da gestão e coexistência sustentáveis, ainda são minoria diante das maiorias, que trabalham com lógicas de curto prazo.

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Prestar contas

A prestação de contas por parte das autoridades públicas que cumprem os protocolos de transparência é, muitas vezes, o resultado da pressão perseverante exercida por setores dinâmicos da sociedade civil no contexto local, e é, por vezes, o único caminho viável para alcançar a qualidade nos serviços públicos.

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