Banco de Sementes Crioulas do Povo Xacriabá

Na Terra Indígena Xacriabá, nos últimos anos, as sementes crioulas foram sumindo e dando lugar a sementes com qualidade e modo de produção desconhecidos pelos mais velhos. Foi assim que as comunidades perceberam como as sementes crioulas possuíam mais qualidade e resistência ao clima da região, além de maior valor cultural para o seu povo. A partir disso, por meio da Associação Indígena Xacriabá Aldeia Barreiro Preto (AIXABP), as comunidades das aldeias Vargens, Barreiro Preto, Sumaré III, Custódio, Caatinguinha fortaleceram o plantio, seleção, armazenamento e empréstimo das sementes crioulas de milho e feijões. Com o apoio técnico do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), a iniciativa foi assessorada para organização da produção, seleção e armazenamento das sementes. Atualmente, a Terra Indígena Xacriabá possui bancos e campos de sementes crioulas nas aldeias Vargens e Sumaré III, que são administrados pelas respectivas comunidades junto com a AIXABP, e projeto para ampliação nas outras aldeias.

Oficina de Bombeamento de Água com Energia Solar

A oficina capacitou cerca de 20 agricultores na região de Patos, na Paraíba. A ação faz parte do projeto Semiárido Solar executado pela Cáritas Brasileira em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social. O projeto aposta na energia elétrica produzida a partir de luz solar e tem agregado valores e avanços na economia e tecnologia junto às comunidades do sertão paraibano.

Redelivre

A #redelivre é uma junção de tecnologias sociais e digitais construídas por diversos agentes de forma colaborativa. Trata-se da transposição do conceito de mutirão para a dinâmica distribuída das redes. A proposta é somar práticas, padrões técnicos, protocolos e tecnologias com foco em demandas sociais de modo a incluir novos colaboradores e reinventar-se constantemente. Em contraposição à lógica da competição, estimula-se o diálogo entre iniciativas que têm a liberdade como valor comum e fortalecem a federação de redes.

Engloba ferramentas de comunicação, mapeamento, gerenciamento de contatos, mobilização, doação e participação online. Mas nada disso funciona e nem faz sentido sem o envolvimento de pessoas, o que pressupõe a realização de trocas e vivências presenciais nas quais o intercâmbio de saberes e o empoderamento das tecnologias são estimulados. Esses momentos facilitam a inclusão de novos atores, o exercício da atuação em rede e a conexão de diversas redes entre si.

Maior Produção de Arroz Orgânico da América Latina

Experiência que completa 20 anos, a produção de arroz orgânico do Movimento dos Sem Terra tornou-se a maior produção da América Latina. Unidas em cooperativas, são 363 famílias de 15 assentamentos e 13 municípios trabalhando na produção do cereal sem veneno e com a preservação dos recursos naturais.

Além da produção agroecológica do MST movimentar a economia local dos municípios onde atua, gera grande lucro ao país ao pagar os consequentes impostos e tornar produtivas as terras outrora improdutivas.

Projeto Rio Limpo, Cidade Saudável

Moradores da comunidade de Coqueiral, em Recife (PE) já enfrentaram sérias consequências advindas da poluição do Rio Tejipió, visto que o rio corta diversos bairros e enchentes são causadas sistematicamente pela falta de saneamento básico na região.

O Projeto Rio Limpo, Cidade Saudável nasce por meio de uma articulação entre igrejas locais, organizações de base comunitária e iniciativa privada pela mobilização social para incidência junto ao poder público, promoção de ações de educação ambiental e outras ações no enfrentamento a este sério problema socioambiental.

Trabalhadoras Informais e Direito à Cidade

Ainda que falar sobre violência doméstica e urbana seja um grande tabu, pois não só muitas mulheres têm vergonha de falar sobre isso, mas também porque socialmente é visto como uma questão que deve ser guardada dentro de 4 paredes, o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos acredita que é preciso desnaturalizar a violência contra a mulher, denunciando-a como uma grande afronta aos direitos mais básicos da população feminina: o de viver sem ameaça e sem medo. O projeto Trabalhadoras Informais e Direito à Cidade visa fortalecer a autonomia das mulheres que trabalham na economia informal, proporcionando suporte para sua auto-organização e elaborando instrumentos que busquem prevenir e superar a violência contra a mulher. O projeto conta com o apoio da União Europeia e da Christian Aid.

Terraço Verde

O Terraço Verde é um movimento que articula produtos e serviços ligados à sustentabilidade urbana, fomenta sua replicação e fortalece a economia verde. Estamos em Curitiba, transformando uma área ociosa em um local para desenvolver tecnologias sustentáveis e educação.

Rede de Comércio Justo e Solidário

Desde sua criação, em 2000, a Fundação Luterana de Diaconia (FLD – www.fld.com.br) trabalha a questão da Economia Popular Solidária, apoiando um grande número de iniciativas comunitárias de geração de trabalho e renda, por meio do seu Programa de Pequenos Projetos.

Ao identificar uma série de desafios semelhantes – como sustentabilidade, comercialização, gestão democrática e justiça de gênero –, a FLD criou, em 2012, a Rede de Comércio Justo e Solidário, para trabalhar as questões de forma conjunta. Ao mesmo tempo, a rede propõe divulgar e sensibilizar o público em geral para a ideia do consumo responsável e solidário.

A metodologia envolve encontros e oficinas para elaboração de planos de sustentabilidade, qualificação para a comercialização, bem como reuniões do grupo gestor.

Justa Trama – Cadeia Ecológica do Algodão Solidário

A Central Justa Trama é a maior cadeia produtiva no segmento de confecção da economia solidária articulando 600 cooperados/associados em cinco estados: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Rondônia. Este processo que inicia no plantio do algodão agroecológico vai até a comercialização de peças de confecção produzidas com este insumo. Assim, a Justa Trama é uma trama entre vários empreendimentos da economia solidária e justa pela busca incansável de justiça entre nós e com o mundo em todas as relações que construímos, inclusive informando ao consumidor que adquire ou usa os produtos, que tem o orgulho de saber por quem é plantando o algodão, por quem é fiado e tecido e por quem é confeccionado.