Economia Solidária - A Experiência do UMOJA

“Umoja, uma moeda solidária”: criada pelos moradores do bairro do Uruguai, em Salvador (BA), a Umoja é uma moeda solidária que vem ajudando o desenvolvimento de empreendedores locais. Por meio da associação Santa Luzia, a comunidade criou um banco comunitário com uma moeda própria que circula apenas no comércio local. Com mais de 100 bancos comunitários já existentes no Brasil, essa é uma alternativa que cresce na contramão de uma economia dominada pelos bancos convencionais e juros abusivos. Com os bancos comunitários, muda-se a lógica e diminui-se o endividamento das pessoas. O dinheiro volta para a comunidade e quem lucra é a própria comunidade. Para contar essa experiência, o primeiro episódio do Nossos Saberes falará com Simaia Barreto, coordenadora do Centro Público de Economia Solidária de Lauro de Freitas na Bahia (BA), e Débora Rodrigues, do Fórum Baiano de Economia Solidária.

Tapajós Solar, energia para a vida

Neste segundo episódio, vamos dialogar sobre energias, com o Projeto Tapajós Solar, desenvolvido na região de Santarém, no Pará, pelo movimento Tapajós Vivo. O projeto tem construído uma alternativa de energia limpa e sustentável para salvar o rio Tapajós e manter a soberania das populações tradicionais, uma ação de resistência contra as hidrelétricas previstas para a região que poderão trazer danos ambientais e sociais irreversíveis. Para explicar sobre o assunto, o Nossos Saberes recebe dois ativistas engajados com o tema de energia limpa: Isabel Cristina, do movimento Tapajós Vivo, e Ivo Poletto, assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental.

CJMA, jovens construindo a agroecologia

Neste terceiro episódio, dialogamos sobre Agroecologia. Os entrevistados são Felícia Panta, coordenadora da Comissão de Jovens Multiplicadores e Multiplicadoras da agroecologia (CJMA), e Carlos Magno, coordenador do Centro Sabiá, que há 15 anos constroem a agroecologia e se organizam na luta por direitos. Trazemos a experiência desses jovens que, em diferentes regiões da Zona Rural de Pernambuco, fazem enfrentamento ao modelo de agricultura predominante, gerador de uma crescente desigualdade e de enormes danos ambientais. Jovens que, neste trágico cenário brasileiro de crise alimentar e volta ao mapa da fome, se articulam em seus territórios e criam alternativas para as juventudes e suas famílias.